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20/11/2014

Funenseg lança curso superior de Tecnologia na área de Seguros

Em breve, deve ser aprovado o curso superior de Tecnologia na área de Seguros, da a Escola Nacional de Seguros (Funenseg). Esta é uma das novidades da instituição para este ano, segundo o diretor de ensino superior da Funenseg, Mario Pinto, que explica como esta nova formação vai se inserir no conjunto de cursos que já existem, que tem como destaque o bacharelado em Administração, com ênfase em Seguros e Previdência.

“A graduação tecnológica é mais rápida, que vai permitir atender a outra fatia de mercado, também com necessidade de uma formação mais densa”, salienta Mario Pinto, que é mestre e doutor em Administração pela PUC-Rio e foi diretor acadêmico da ESPM-Rio e diretor nacional dos cursos de pós-graduação lato sensu da EBAPE/FGV.

Nesta entrevista, ela fala sobre os planos da Funenseg para a área de ensino superior, como a criação de novos cursos de MBA e das perspectivas da instituição para ingressar no mercado de educação a distância. Ele também faz uma análise da área de Seguros no Brasil, que considera uma das mais promissoras atualmente. “Mesmo com uma perspectiva conservadora, ainda pode-se imaginar um crescimento muito grande no país na área de Seguros.”

FOLHA DIRIGIDA — QUAIS OS SEUS PLANOS PARA O ENSINO SUPERIOR NA ESCOLA NACIONAL DE SEGUROS?
Mario Pinto — 
Percebemos um crescimento muito grande do setor de Seguros no Brasil. Para que se possa ter uma ideia, enquanto a indústria vai praticamente ficar estagnada, o setor de Seguros cresce a dois dígitos há vários anos. E quando se compara o Brasil com outros países semelhantes, percebe-se que ainda existe um espaço muito grande para avançar, considerando-se a participação do setor de Seguros no Produto Interno Bruto (PIB). É um setor com desempenho fantástico até onde a vista alcança. Por outro lado, é preciso haver pessoas capacitadas para atuar nesse segmento. Um dos maiores apagões que temos hoje é o de mão de obra especializada. Em diversos setores, e não só nesse, há flagrante quantidade de oportunidades sem as pessoas adequadas para elas. E isso acontece na área de Seguros e de Previdência, dado esse crescimento explosivo, com a chegada de empresas estrangeiras importantes. Dado que o setor tem essa taxa de crescimento tão elevada, rapidamente se percebe lacunas na oferta de mão de obra. Daí a Escola Nacional de Seguros, na sua missão de ser um agente alavancador desse mercado, começar a realizar esforços no sentido de formar profissionais qualificados. Por isso, estamos investindo em novos cursos. A proposta é ampliar o leque, nos mais diferentes níveis, desde os de extensão, para formações localizadas para atender a certas lacunas do mercado, até cursos de formação no sentido mais amplo.

PODE NOS DETALHAR MAIS ESSAS NOVAS FORMAÇÕES? HOJE, A FUNENSEG TEM A GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO, COM ÊNFASE EM SEGUROS E PREVIDÊNCIA, QUE É O CARRO-CHEFE DA INSTITUIÇÃO. HÁ ALGUMA OUTRA FORMAÇÃO NESSA ÁREA DE SEGUROS?
Em breve, representantes do Ministério da Educação farão uma visita para autorizar nossa graduação tecnológica. Hoje, nossa graduação é em bacharelado. A graduação tecnológica é mais rápida e vai permitir atender a outra fatia de mercado, também com necessidade de uma formação mais densa.

PODE NOS FALAR UM POUCO DESSA GRADUAÇÃO TECNOLÓGICA? QUAL A DIFERENÇA PRINCIPAL PARA  O BACHARELADO JÁ EXISTENTE?
Eles serão complementares. Eles são presenciais, mas ainda há a possibilidade, mais adiante, de trabalharmos em uma proposta de ensino a distância, dado que atuamos no país como um todo. Eu diria que a diferença é muito mais da velocidade com que o aluno precisa obter o diploma. É claro que um curso como o bacharelado, com 3.800 horas distribuídas por mais de quatro anos de formação, consegue-se inserir uma série discussões que não seria possível serem trabalhadas em um curso da graduação tecnológica. Mas ambos vão dar a mesma base para o estudante ingressar de forma qualificada nesse mercado de Seguros.

E EM RELAÇÃO AOS MBAS? QUAIS OS PLANOS?
Já temos diversos MBAs e a ideia é ampliar o leque de cursos nessa área, que tem muita especificidade. Em relação ao segmento de Seguros, temos de levar em consideração que ela abrange um verdadeiro universo, com diversos setores. Há, por exemplo, diversas propostas de mudanças para acontecer, por parte da Susep, órgão regulador desta área, e que irão demandar mão de obra compatível. Este é só um dos exemplos.

QUANDO A FUNENSEG PRETENDE ENTRAR NO MERCADO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA?
Na verdade, já existem várias propostas já materializadas. Nos cursos presenciais, temos disciplinas a distância dentro dos limites que o MEC estabelece. Temos também cursos a distância gratuitos, voltados para atender determinadas demandas. A ideia seria, em 2015, passar a ampliar esse leque também com cursos pagos.

COMO O SENHOR DISSE, O SEGMENTO DE SEGUROS TEM TIDO UM CRESCIMENTO EXPLOSIVO NOS ÚLTIMOS ANOS. A EXPECTATIVA É DE QUE ESSA EVOLUÇÃO SEJA MANTIDA NO MÉDIO E LONGO PRAZO?
É difícil comparar país com país. Pode-se dizer que o Japão tem um padrão cultural diferente do Brasil ou dos Estados Unidos. Vamos, então, comparar com Espanha, com outros países da América Latina; Neste caso, percebe-se que no Brasil o percentual de participação do setor de Seguros no PIB é metade da Espanha, por exemplo; Em relação à Itália, é um terço. Comparando-se o Brasil com países de perfis equivalentes, percebe-se que ainda temos um caminho muito grande pela frente. Mesmo com uma perspectiva conservadora, ainda pode-se imaginar um crescimento elevado no país na área de Seguros. Quando o mercado começou a reduzir o seu grau de regulação, passou a atrair um número grande de instituições estrangeiras, todas elas carentes de mão de obra. Uma coisa acaba reforçando a outra. Há algum tempo, quando se falava desse segmento, lembravase só de seguro de carros. Hoje, a área de Seguros é gigantesca e há uma quantidade de produtos imensa, se comparado há cinco ou dez anos.

EM TERMOS DE PÓS-GRADUAÇÃO, MESTRADO, DOUTORADO, E ATÉ MBAS, A ÁREA DE SEGUROS PODE SER UMA BOA ALTERNATIVA, MESMO PARA QUEM NÃO TEM FORMAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO, ECONOMIA OU UMA CARREIRA DESA ÁREA?
Sim. Com certeza. Isso é muito comum, inclusive. Eu, por exemplo, fiz Engenharia, acabei fazendo mestrado e doutorado em Administração, porque a sua experiência nas empresas muda com o tempo. É extremamente comum entrar em um ramo de negócios e, dentro daquele segmento, ser demandado e exigido a fazer atividades que exigem outros conhecimentos. Isso é muito frequente. Se observarmos, muitos dos nossos alunos já são do ramo e outros não são, e temos pessoas com formações as mais diversas, necessitando daquele aprimoramento específico. O MBA funciona muito para isso, ou seja, não só para se aprofundar verticalmente em uma área específica,mas também para possibilitar um trânsito horizontal entre áreas. Isso é extremamente frequente e, aliás, é uma das razões de existência do próprio MBA. A pessoa passa a ter um arejamento, uma oxigenação em 360°.

ESSE SEGMENTO DE SEGUROS TAMBÉM DEMANDA FORMAÇÃO TÉCNICA, EM ALGUMA MEDIDA?
Com certeza. Aqui, na nossa instituição, temos uma divisão entre cursos superiores e cursos técnicos, que são mais curtos e mais pontuais, nesse sentido. Na verdade, há uma complementaridade em relação a isso. Há cursos que são técnicos, de capacitação imediata, e cursos mais de formação, que são os de educação superior. A própria certificação de uma pessoa para ser um corretor de Seguros demanda um curso técnico, por exemplo. E há diversas capacitações necessárias para ele lidar com os mais variados tipos de seguro. Há muitas empresas que se envolvem com obras que têm grandes exigências em termos de Seguros e nem sempre têm a capacitação interna necessária. Com isso, acabam contratando seguros que não seriam os mais adequados justamente por falta dessa capacitação.

A FUNENSEG CRIOU UM CENTRO DE PESQUISA E ECONOMIA DO SEGURO (CPES). COMO SERÃO TRABALHADAS A PESQUISA E A FORMAÇÃO ACADÊMICA?
O ensino e a pesquisa andam muito juntos. Até porque uma das atribuições da instituição é justamente desenvolver o mercado. E isto pode ser feito pela oferta de cursos, na parte de ensino, mas também desenvolvendo conhecimento. Então, foi criada justamente uma área específica para isso, para funcionar como um elemento de germinação desse conhecimento, para que seja possível catalizar esse saber. Vamos alocar professores, recursos, alunos, fazer parcerias com outras instituições nacionais e estrangeiras para desenvolver conhecimento nessa área.

COMO SERÁ A ATUAÇÃO DESSE CENTRO DE PESQUISA? QUE TIPOS DE ESTUDOS DEVEM SER FEITOS?
O objetivo da criação do Centro é justamente desenvolver e criar conhecimento. Com os cursos, há um estoque de conhecimento que fica desatualizado com o passar do tempo. Então, deve haver um outro esforço para desenvolver novos conhecimentos. Esse é o papel desse centro de estudos. E como vamos desenvolver esse saber: alocando recursos, fazendo parcerias, não apenas na parte do ensino. A ideia é que esse curso possa abastecer a parte do ensino com novidades. A área de Seguros é muito dinâmica. Novos produtos, novas necessidades surgem o tempo todo. É preciso saber como lidar com essas novas realidades. Quando observamos, por exemplo, nossa pirâmide etária mudando radicalmente, isso mexe profundamente nos nossos produtos. É preciso que alguém estude, por exemplo, a relação dessas empresas com a nova pirâmide etária. O ser humano está vivendo mais. Há pouco tempo, em um seminário, disseram que a pessoa que vai viver 150 anos já nasceu. Isso muda radicalmente nosso mercado. E alguém tem de estudar e entender isso.

A FUNENSEG FICOU COM CONCEITO 5 EM SUA UNIDADE DE SÃO PAULO, E 4, NA DO RIO, NO ÚLTIMO ÍNDICE GERAL DE CURSOS (IGC), DIVULGADO PELO MEC. O QUE TEM SIDO FUNDAMENTAL PARA ESTE BOM DESEMPENHO?
É um conjunto de fatores. Dificilmente há um fator que seja o determinante. Mas, há um aspecto que consideramos decisivo que é o fato de nosso corpo docente ser excelente. E isso de fato é um diferencial e tanto. Além disso, não somos uma instituição de massa, de volume. Não lançamos no mercado mil ou dois mil alunos por ano. Atuamos em um segmento específico, que pretendemos expandir, mas ainda assim trabalhando com cuidado o egresso. Uma questão interessante é que todos os egressos já saem empregados. Então, combina-se um corpo discente que tratado com muito carinho e cuidado ao longo do curso, que tem mais horas-aula que a média do mercado — o MEC exige 3 mil e temos 3.800 — com um corpo docente com uma qualidade excepcional, titulados nas principais universidades do país e do exterior. Tudo isso contribui para o resultado da instituição no IGC.


Fonte: Folha Dirigida

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